Reajuste de plano coletivo empresarial não é tabelado: é calculado a partir da sinistralidade da própria carteira e da faixa etária do grupo. Ou seja, a conta que chega todo ano descreve o comportamento da sua população — e é negociável na exata medida em que você conhece esse comportamento melhor do que a operadora presume.
Quem chega à renegociação sem dado aceita o índice apresentado. Quem chega com histórico de utilização, análise de casos crônicos e proposta de programa de prevenção negocia outro número — às vezes com a mesma operadora, no mesmo mês, sem trocar de plano nem reduzir cobertura. Discutir benefício não é mexer com gente: é deixar de subsidiar ineficiência com dinheiro que poderia melhorar o próprio benefício.
Cuidamos da renegociação com governança de custo e do desenho da carteira para manter atratividade — que é, afinal, o motivo pelo qual o benefício existe. A conta que quase ninguém faz é a do outro lado: substituir um profissional formado custa, entre recrutamento, curva de aprendizado e produtividade perdida, vários meses do salário dele. Cortar o plano para economizar uma fração disso é a forma mais cara de economizar — e, pior, é uma economia que aparece bonita no relatório do trimestre e cobra a conta no seguinte, quando ninguém mais associa uma coisa à outra.
Uma prática que muda o reajuste: pedir à operadora o relatório de sinistralidade por faixa e por tipo de utilização. Ele mostra se o custo vem de casos crônicos, de pronto-socorro evitável ou de um único evento atípico. Cada causa tem uma resposta diferente, e nenhuma delas é aceitar o índice porque veio no papel timbrado.
Corretagem e participação na economia obtida no reajuste.
Fontes oficiais, no ponto exato — o artigo de lei, o serviço ou a consulta que você pode usar hoje. Nenhuma substitui a análise do caso concreto, que é o nosso trabalho.
Diga em duas linhas o que precisa resolver. Um gerente de conta responde pessoalmente, em horário comercial, e a conversa começa por onde faz diferença.