Método é o que separa um levantamento de uma opinião bem redigida. O nosso não foi desenhado numa sala de reunião: veio de anos cuidando de patrimônio próprio, onde errar custa do próprio bolso e não há cliente para quem transferir a conta. O que se repetiu virou etapa; o que deu errado virou regra. As cinco etapas abaixo são sempre as mesmas, na mesma ordem, seja a frente tributo, energia, crédito, registro ou sucessão.
A ordem importa mais do que parece. Ela existe para que nenhuma decisão do cliente seja tomada sem a informação que a antecede — e para que nenhuma providência nossa aconteça antes da autorização que a permite. É por isso que o trabalho começa por um documento que limita o nosso próprio acesso, e não por uma proposta comercial.
Há um efeito colateral útil nesse desenho: ele torna o trabalho auditável por fora. Qualquer auditor — interno, externo ou o próprio fisco — consegue percorrer a mesma trilha e chegar ao mesmo lugar, porque cada número tem a sua conta ao lado e cada passo tem a sua data. Não é rigor decorativo. É a única forma de sustentar uma tese quando alguém a questiona três anos depois, com a equipe original já trocada.
O trabalho começa por escrito. Uma carta delimita exatamente o que será examinado, por quanto tempo e por quem, e formaliza o sigilo sobre tudo o que for visto. Antes dela, nada é acessado — nem os arquivos públicos que qualquer um poderia consultar. É uma limitação que impomos a nós mesmos, e é deliberada: quem define a fronteira do acesso é o cliente, não a nossa curiosidade.
Mediante procuração, os dados são extraídos das fontes oficiais — não de planilhas internas, não de estimativas, não do que a controladoria acredita que aconteceu. A análise parte do que o próprio sistema registrou, que é também o que o fisco vai olhar. Quando a fonte oficial diverge do controle interno, essa divergência já é um achado, e costuma ser dos mais valiosos.
O resultado é um parecer, não uma apresentação. Cada tese entra com o seu grau de solidez declarado e a conta reconstituível linha a linha: de onde saiu o número, qual norma o sustenta, quanto vale e em quanto tempo. A empresa decide vendo o que existe — e vendo também, por escrito, o que não vale a pena perseguir. A recusa faz parte do parecer.
Aprovado o parecer, a execução segue o rito ordinário, com a documentação que o próprio parecer já estruturou. Litígio não é ponto de partida: quando o caminho judicial se mostra inevitável, essa é uma decisão tomada com o cliente, com o custo e o prazo na mesa. O desenho contrário — começar pela ação — costuma render mais a quem executa do que ao caixa de quem contrata.
O trabalho não termina na entrega do parecer nem no protocolo do pedido. Acompanhamos cada compensação até a homologação, com defesa incluída em caso de fiscalização sobre o que apuramos. Quem aponta o caminho responde por ele até o fim — e o fim, aqui, é o momento em que o valor está no caixa e não pode mais ser questionado.
Cada tese entra no parecer com o seu grau de solidez escrito ao lado: pacificada, provável ou especulativa. A empresa decide conhecendo a classificação, não depois de conhecê-la. Recusar uma tese frágil é parte do serviço, não falta dele.
O caminho ordinário, silencioso, sem litígio como ponto de partida. Quando o processo judicial é inevitável, ele é uma decisão tomada com o cliente — nunca o desenho inicial do trabalho.
Cada número reconstituível, cada passo documentado, de modo que qualquer auditor refaça o caminho e chegue ao mesmo lugar. É o que sustenta uma tese anos depois, quando ninguém mais lembra como ela foi construída.
Fontes oficiais, no ponto exato — o artigo de lei, o serviço ou a consulta que você pode usar hoje. Nenhuma substitui a análise do caso concreto, que é o nosso trabalho.
Nenhuma tese avança sem a sua classificação escrita ao lado. É o que separa um levantamento de uma promessa.
Diga em duas linhas o que precisa resolver. Um gerente de conta responde pessoalmente, em horário comercial, e a conversa começa por onde faz diferença.