Folha costuma ser a maior linha de custo de uma operação e a última a ser auditada, por uma razão compreensível: mexer nela parece mexer com gente. Só que a maior parte do que se revisa não toca em ninguém — trata de base de cálculo, enquadramento de risco, natureza jurídica de verbas e obrigações acessórias mal preenchidas.
Dois exemplos do tipo de coisa que se encontra. O grau de risco que define a contribuição por acidente é atribuído por atividade preponderante e muitas vezes ficou congelado numa realidade operacional que a empresa já não tem. E há verbas de natureza indenizatória que seguem compondo base de contribuição por inércia de cadastro, porque a parametrização foi feita uma vez e nunca mais foi lida.
Revisamos corrigindo o que está errado sem criar passivo novo — o que exige dizer não a algumas teses que circulam com entusiasmo no mercado. E incluímos o planejamento previdenciário do próprio sócio, que costuma ser a única pessoa da empresa cuja aposentadoria ninguém calculou.
Detalhe pouco explorado: o índice que multiplica a contribuição por acidente é divulgado individualmente por empresa, todo ano, e é contestável. Ele reflete o histórico de afastamentos, inclusive os que foram indevidamente vinculados à atividade. Empresas com programa de segurança sério às vezes pagam como se não tivessem — por não terem revisado o próprio índice.
Êxito sobre o benefício realizado — restituição obtida ou contribuição reduzida a partir da revisão — e retainer de conformidade para manter o que foi corrigido. Como a folha se refaz todo mês, correção sem manutenção volta ao estado anterior em um ou dois exercícios, e o cliente acaba pagando duas vezes pelo mesmo trabalho.
Fontes oficiais, no ponto exato — o artigo de lei, o serviço ou a consulta que você pode usar hoje. Nenhuma substitui a análise do caso concreto, que é o nosso trabalho.
Diga em duas linhas o que precisa resolver. Um gerente de conta responde pessoalmente, em horário comercial, e a conversa começa por onde faz diferença.